20h04 CEST
17/04/2026
Gian Piero Gasperini não está a viver a melhor fase da carreira. O experiente treinador de 68 anos, que lidera agora a Roma, abandonou esta sexta-feira a conferência de antevisão dos giallorossi em lágrimas. A Roma, atual sexta classificada da Serie A, recebe este sábado a Atalanta, sétima, para a 33.ª jornada da Liga italiana. Gasperini, recorde-se, juntou-se à formação da capital este verão depois de nove anos na Atalanta. É, portanto, um jogo especial para o técnico italiano. «Foi uma história longa, de nove anos. Estive oito anos no Génova e nove na Atalanta, isso quer dizer que se calhar não sou uma pessoa assim tão má. Quanto se está tanto tempo junto haverá três, quatro, cinco episódios negativos, mas e quanto aos positivos? 50? 150? Em Bérgamo pude fazer bem as coisas porque o contexto era compacto, o trabalho do clube era extraordinário. Lutávamos de igual para igual com as melhores equipas italianas e da Europa. O clube funcionava em sintonia com o treinador», começou por referir em conferência de imprensa. «Mas depois mudaram os proprietários, já não estava o papá [Antonio Percasi], a ligação era muito…». Gasperini não foi capaz de terminar a frase. Visivelmente emocionado levantou as mãos, abandonou a conferência e fechou a porta da sala de imprensa com estrondo. Jornais italianos relatam mesmo que nunca tinham visto algo deste género. Porém, não é um assunto isolado. Não se trata apenas do reencontro com a formação de Bérgamo.