12h44 CEST
06/07/2026
A UEFA reagiu com dureza à decisão da FIFA de suspender, por um período de um ano, a aplicação do castigo automático de um jogo a Folarin Balogun, permitindo ao avançado dos Estados Unidos estar disponível para o duelo dos oitavos de final do Mundial 2026 frente à Bélgica. Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o organismo que tutela o futebol europeu considera que a FIFA «ultrapassou uma linha vermelha» ao abrir uma exceção a uma regra que classifica como clara e incontestável. Balogun tinha sido expulso aos 64 minutos da vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina (2-0), nos 16 avos de final, mas a Comissão Disciplinar da FIFA decidiu suspender a execução da sanção automática durante um período probatório de um ano, permitindo-lhe jogar já na próxima ronda. Para a UEFA, a suspensão automática de um jogo após cartão vermelho «não é uma opção discricionária» nem depende da interpretação dos órgãos disciplinares, tratando-se de um princípio inscrito nos regulamentos e que «não pode ser sujeito a exceções». O organismo presidido por Aleksander Ceferin sublinha ainda que a decisão ganha maior gravidade por ter sido tomada durante a fase final do Mundial, lembrando que vários jogadores, em situações idênticas, cumpriram normalmente o respetivo castigo. A UEFA termina o comunicado manifestando a sua «incredulidade perante uma decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável».