12h04 CEST
07/09/2026
Desde a edição do torneio de Wimbledon de 1877, o primeiro torneio do chamado Grand Slam a ser criado, que havia sempre um tenista dotado de esquerda a uma mão nas meias-finais de pelo menos um dos quatro Majors do ano. Os tempos passaram e os últimos anos, marcados pelo adeus de Roger Federer e pelo envelhecimento de Stan Wawrinka (agora terminar a carreira) acentuaram uma convicção: a clássica esquerda a uma mão está, pelo menos na alta competição, em vias de extinção. Stefanos Tsitsipas tinha avisado ter um legado de século e meio para preservar: garantir que, à última oportunidade de 2026, os torneios do Grand Slam não eram encerrados sem se ver esta pancada numa meia-final, mas caiu nos oitavos de final do Open dos Estados Unidos. Em Flushing Meadows, Nova Iorque, o grego caiu com estrondo diante do norte-americano Ben Shelton em três sets, pelos parciais de 6-2, 6-3 e 6-4, falhando a preservação do legado de uma das mais elegantes pancadas do desporto da bola amarela que ameaça tornar-se património imaterial.