12h34 CET
14/01/2026
De uma brutal exigência física, o ténis é, na mesma medida, uma modalidade em que o aspeto mental desempenha um papel decisivo na definição dos encontros. O que aconteceu no duelo entre Sebastian Ofner e Nishesh Basavareddy, na qualificação para o quadro principal do Open da Austrália, é um exemplo perfeito disso. No tie-break que decidiu o terceiro e decisivo set do duelo da segunda ronda do qualifying, o experiente tenista austríaco, de 29 anos, parecia ter o triunfo no bolso. Liderava por 6-1 e, quando conquistou o sétimo ponto, celebrou efusivamente e dirigiu-se à rede para cumprimentar o adversário. Só que o jogo ainda não tinha terminado. É que, nos torneios do Grand Slam, o desempate no set decisivo joga-se à melhor de 10 pontos, em vez dos habituais sete. Um pormenor que fez toda a diferença neste caso. A partir desse momento, o austríaco acumulou erros não forçados e viu o adversário dar a volta ao marcador para 9-8. Depois viveram-se momentos dramáticos. Ofner começou por salvar um match-point, para de seguida desperdiçar um par deles. À segunda tentativa, o jovem Basavareddy, de 20 anos, não perdoou e garantiu o acesso à ronda decisiva da fase de qualificação para o Open da Austrália. De facto, gritar vitória antes do tempo, mesmo que de forma involuntária, raramente dá bom resultado.