12h24 CEST
06/07/2026
O nome de Orjan Nyland ficará para sempre ligado à maior vitória da história da Noruega em Campeonatos do Mundo. Na noite em que os nórdicos eliminaram o Brasil (2-1) e alcançaram, pela primeira vez, os quartos de final da competição, o guarda-redes defendeu um penálti, assinou várias intervenções decisivas e tornou-se um dos heróis de uma qualificação histórica. No entanto, há pouco mais de uma semana que é um guarda-redes sem clube. Aos 35 anos, terminou o contrato com o Sevilha, depois de uma época praticamente passada no banco, e preparava-se para disputar aquele que poderia ser o último grande torneio da carreira. Poucos imaginavam que seria um dos protagonistas do Mundial. Muito menos na Noruega. As dúvidas assombraram a presença no Mundial Antes do arranque da competição, a baliza era apontada por muitos analistas e adeptos como a principal fragilidade de uma seleção que sonhava em fazer história. Enquanto Erling Haaland, Martin Odegaard ou Antonio Nusa enchiam manchetes, Nyland era frequentemente identificado como o possível «calcanhar de Aquiles» da equipa. As dúvidas cresceram ainda mais quando Nikita Haikin, guarda-redes do Bodo/Glimt, obteve nacionalidade norueguesa e tentou mudar da Rússia para a Noruega. Muitos defendiam que deveria assumir a titularidade, mas a FIFA recusou a alteração por questões regulamentares. Nyland manteve o lugar. E acabou por responder da melhor maneira. Da neve de Volda para o maior palco do futebol A noite que mudou tudo