17h34 CEST
13/04/2026
Adriano Quintanilha e Nuno Ribeiro, antigos responsáveis da equipa de ciclismo, agora extinta, W52-FC Porto, recorreram das penas de prisão efetiva de quatro anos e nove meses a que foram condenados no âmbito da operação Prova Limpa. O recurso foi apresentado junto do Tribunal da Relação do Porto, segundo um despacho do Tribunal de Penafiel. Além dos dois principais arguidos, também a Associação Calvário Várzea e outros envolvidos avançaram com recurso. A dimensão do processo levou a Federação Portuguesa de Ciclismo a solicitar um prazo adicional de 30 dias para responder, sublinhando que o acórdão tem mais de 400 páginas e os recursos ultrapassam as 800. Recorde-se que o tribunal deu como provado que Quintanilha financiava e decidia sobre o uso de substâncias dopantes, enquanto Nuno Ribeiro assumia um papel central na aquisição, distribuição e orientação dos ciclistas. Ambos foram considerados peças-chave do esquema, ao contrário dos corredores envolvidos, que receberam penas suspensas por serem vistos como o «elo mais frágil».