10h14 CEST
02/07/2026
Chama-se António Fonseca, embora em Portugal, para efeitos desportivos, fosse conhecido como Fonseca. No Canadá, por outro lado, é Tony Fonseca. Nasceu em Chelas, começou a jogar na rua, passou pelos Olivais e pelo Sporting na formação, mas foi quando assinou pelo Benfica que viveu o dia mais feliz da sua vida. Na grande geração do Benfica dos anos 80, partilhava quarto com Manuel Bento. Jogou com Carlos Manuel, Diamantino e o grande ídolo de toda a vida: Chalana. Gostava de fazer travessuras, que punham toda a gente a rir. Ainda hoje os antigos colegas lhe chamam o homem que inventou o comando. Foi até internacional português. Devido a uma promessa feita à mulher, emigrou para o Canadá após o fim da carreira. Mas não deixou o futebol. Passou por adjunto e interino da seleção canadiana, mas foi como diretor-técnico que deixou marca: criou o programa de desenvolvimento de talento por onde passaram Alphonso Davies, Jonathan David ou Eustáquio. Foi na baixa de Toronto que Fonseca (ou Tony Fonseca) - hoje muito bem na vida, como se percebe rapidamente – conversou com o Maisfutebol para desfiar histórias. Do Benfica, de uma seleção em pé de guerra, de Manuel Bento, de Eriksson, de Artur Jorge, enfim. Uma conversa que visita para a história do futebol português... e canadiano. ________________________ O dia em que atirou com uma camisola molhada à cara de Bento Como é que veio parar ao Canadá? E era difícil pará-lo? Você era lateral? Histórias desse tempo, lembra-se?