21h24 CEST
12/06/2026
No meio do mar de cores, bandeiras e sotaques que inunda as ruas de South Beach, em Miami, há camisolas que contam histórias. Umas falam de ídolos de infância, outras de vitórias épicas. A camisola encarnada do Liverpool que Jan traz vestida, por exemplo, fala de saudade e de uma tragédia que o futebol ainda tenta digerir. Nas costas, carrega um nome que arrepia a pele a qualquer português: Diogo Jota. Jan é polaco, está nos Estados Unidos em plena lua de mel e, no meio da festa global, fez questão de trazer o internacional português nas costas. Quando o abordamos, o sorriso rasgado de quem está a viver a viagem de uma vida cruza-se com o peso da homenagem. «Adoro o Liverpool e adoro o Diogo Jota. Ele era um dos melhores jogadores do Liverpool. Acho que é um jogador muito especial», começa por explicar. Apresenta-se com o brilho nos olhos de quem fala de um ídolo e garante que a ligação ao clube inglês não é de agora: é uma paixão de vida. «Sou adepto do Liverpool há 20 anos. Adoro a forma como o Diogo Jota jogava. Além disso ele era, na minha opinião, muito boa gente.» Caminhar com aquele nome nas costas no meio de um Campeonato do Mundo tem sido um íman para conversas, abraços e jornalistas. A nossa abordagem não foi caso único. «Sim, as pessoas aqui reconhecem a camisola. É a minha terceira entrevista porque tenho a camisola do Diogo Jota», confessa. «Por quem vamos torcer? Posso dizer que torcemos por Portugal», atira. «Viva o Diogo Jota! Viva Portugal!»