03h04 CEST
02/09/2026
"TÁ MEC!" Expressão carioca. Sinónimo de tranquilidade e sucesso. Quando aos nove anos trocou o Rio de Janeiro pelo Rio Grande do Sul, Gabriel Ferreira de Carvalho virou «Mec». O ar descontraído, «bem tranquilão», com que o novo menino do Rio convivia tanto com os colegas como com a bola fez com que a «gurizada» do centro de treinos do Grémio o batizasse com a gíria carioca. A nova alcunha assentou-lhe tão bem como a camisola do tricolor gaúcho. Gabriel passou a ser Mec e ganhou nome no futebol brasileiro. Agora, aos 18 anos, cumpre o sonho de jogar na Europa, à boleia do FC Porto, que o apresenta esta quarta-feira como novo reforço para a equipa de Francesco Farioli, num negócio de 10 milhões de euros. Este «talento puro», como definiu por estes dias o português Luís Castro, o seu último treinador no Grémio, é um menino precoce. Tinha ainda 14 anos quando os seus direitos de imagem passaram a geridos pela empresa do pai de Neymar (a NR Sports). Com 16 anos e 292 dias, estreou-se na equipa profissional do Grémio, mais cedo do que, por exemplo, Ronaldinho Gaúcho. Antes desta nova etapa de afirmação, apesar da juventude, Gabriel tem uma grande história para contar, como explica ao Maisfutebol quem o viu crescer no desporto e na vida. De Campos dos Goytacazes para uma pensão em Porto Alegre Mãe e filho, de apenas nove anos, foram viver para uma pensão em Porto Alegre, que albergava mais 60 hóspedes, perto do Centro de Treinos Parque Cristal.