01h54 CEST
17/04/2026
O médico pessoal de Diego Maradona garantiu em tribunal, esta quinta-feira, estar inocente no processo que julga a morte do antigo internacional argentino, em 2020. «Estou inocente e lamento profundamente a sua morte», assegurou o neurocirurgião Leopoldo Luque, ouvido no tribunal de San Isidro, onde estão a ser julgados os sete elementos da equipa médica acusada (médico, psiquiatra, psicólogo e enfermeiros), dez meses depois de um primeiro julgamento ter sido interrompido. Esta é a primeira vez que Leopoldo Luque é ouvido no processo. Os sete profissionais de saúde estão a ser acusados de homicídio com dolo eventual, isto é, de terem cometido atos negligentes sabendo que poderiam levar à morte. Este tipo de crime pode ser punido com oito a 25 anos de prisão. Todos negam responsabilidade na morte de Maradona, escudando-se essencialmente no seu papel específico e remetendo mesmo a responsabilidade para os outros. Luque falou cerca de 30 minutos e defendeu, a exemplo de outros acusados, a tese de morte natural de Maradona, que faleceu com 60 anos, de crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar, quando estava em convalescença após neurocirurgia sem complicações a um hematoma na cabeça. «O diagnóstico revelado na autopsia foi de insuficiência cardíaca crónica com cardiomiopatia dilatada, que descompensou e se agravou por falta de tratamento», afirmou Luque, citando os peritos. Insuficiência cardíaca «associada a substâncias tóxicas», frisou.