01h14 CEST
12/08/2026
O coordenador da junta médica que elaborou o relatório sobre a morte de Diego Maradona disse, esta terça-feira, em tribunal, que, durante os seus últimos dias, o ex-futebolista apresentava «sinais de insuficiência cardíaca» que deviam ter sido monitorizados. «Edema nos membros inferiores, micção excessiva, ressonar, falta de ar, sinais de hipertensão e taquicardia são todos sinais de alerta compatíveis com insuficiência cardíaca que deveriam ter sido tratados», afirmou o patologista forense Carlos Mauricio Cassinelli. Segundo o ex-diretor de Medicina Legal da Polícia Científica da Argentina, um dos sinais de alerta mais evidente, e que foi ignorado, era o inchaço excessivo apresentado por Maradona. «Esta acumulação de líquido era um sinal secundário de insuficiência cardíaca. O coração não consegue bombear a quantidade de sangue que recebe, e o líquido começa a espalhar-se para outras partes do corpo», explicou o especialista. Cassinelli coordenou uma junta médica criada em 2021 a pedido da justiça argentina para avaliar as circunstâncias da morte de Maradona. Segundo a testemunha, esta junta teve acesso a todos os registos médicos do doente, tendo o relatório sido «um trabalho colaborativo» em que mais de vinte profissionais de diferentes especialidades chegaram a um consenso. O responsável acusou os médicos de ignorarem os sinais de alerta de que tinham conhecimento, como revelado em mensagens de texto e áudio durante o julgamento.