13h24 CET
04/03/2026
Mais de metade das multas no futebol profissional aplicadas esta época deve-se ao recurso a artefactos pirotécnicos ilegais, registando-se uma subida de 13 por cento em relação à média dos últimos nove anos, segundo revelam dados da Liga que lançou esta quarta-feira uma campanha de sensibilização. Sob o mote «Pirotecnia ilegal não é apoiar o teu clube», a iniciativa junta Liga, Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), PSP, GNR e INEM, com o objetivo de alertar para o perigo real à integridade física de todos os intervenientes no espetáculo, desde adeptos a árbitros, prevenindo coimas e interdições de recintos. A iniciativa recorre a três testemunhos reais — uma mãe de uma criança atingida por um artefacto pirotécnico, um jogador e um utilizador de pirotecnia — para alertar adeptos e sociedade em geral para os riscos, consequências legais e impactos negativos do uso de pirotecnia ilegal em recintos desportivos. Os números revelados à agência Lusa pela Liga ilustram a dimensão do problema que levou aquela organização responsável pelo futebol profissional a avançar com a campanha de sensibilização que foi agora lançada. Desde a temporada de 2016/17, 43 por cento do valor total das multas aplicadas no futebol profissional português estão diretamente relacionadas com a pirotecnia — seja por posse, entrada ou utilização de artefactos nos recintos desportivos.