18h24 CEST
06/07/2026
Gianni Infantino pronunciou-se, pela primeira vez, sobre a polémica em torno da suspensão de Folarin Balogun, garantindo que não interferiu no processo disciplinar que permitiu ao avançado dos Estados Unidos disputar os oitavos de final do Mundial 2026, depois de a aplicação do castigo automático ter sido suspensa por um ano. Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o presidente da FIFA confirmou ter recebido um telefonema de Donald Trump, mas assegurou que explicou ao presidente norte-americano que o caso estava a ser apreciado pelos órgãos disciplinares independentes do organismo. «Recebi um telefonema do presidente Donald Trump, tal como recebo telefonemas de chefes de Estado, membros de governos, responsáveis do futebol e dirigentes empresariais de todo o mundo sobre os mais variados assuntos. Durante a nossa conversa expliquei que existia um processo jurídico em curso nos órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido, em devido tempo, pelas entidades competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona e é um princípio que defenderei sempre», afirmou. As declarações surgem depois de Trump ter admitido publicamente que pediu uma revisão do cartão vermelho mostrado a Balogun, insistindo que «os melhores jogadores têm de estar em campo» e comparando o caso ao que aconteceria se Lionel Messi, Cristiano Ronaldo ou Harry Kane fossem afastados de um grande jogo por uma «colisão».