15h34 CEST
20/04/2026
Com a polémica que envolveu Vinicius Júnior e Gianluca Prestianni, no recente Benfica-Real Madrid do play-off da Liga dos Campeões, como pano de fundo, Luís Figo abordou, à margem dos Prémios Mundiais do Desporto Laureus, os casos de racismo que continuam a assolar o futebol mundial. «Tem de se banir todas essas incidências, não apenas do futebol, mas também do desporto. Mas isso vem através da nossa sociedade, também. Tem de se educar e tomar as iniciativas para que isto não aconteça. Acho que o mais importante é educar os jovens, banir e sancionar», referiu Figo, em conversa com os jornalistas. O antigo Bola de Ouro, em 2000, lembrou que «no futebol há sempre algumas agressões verbais no campo», defendendo que, em alguns casos, isso «não é racismo», antes «um momento acalorado em que dizes algo que não queres». «São situações muito difíceis. Não estou a desculpar, mas depende da importância do momento. Não acho que os jogadores sejam racistas, mas claro que são coisas que não podem acontecer», defendeu. Sobre as aspirações de a Seleção Nacional poder conquistar o Mundial deste ano, Figo, internacional português em 127 ocasiões, elogiou uma «geração muito talentosa» e disse esperar que ela «tenha um bom desempenho» no continente americano. Luís Figo falou ainda sobre o regresso de José Mourinho ao futebol português, pela porta do Benfica.