10h34 CEST
16/06/2026
Milhares de adeptos dos New York Knicks celebraram a conquista da NBA pela primeira vez, outros esperaram 53 anos. Entre 1973 e 2026, este emblema variou entre a esperança e a amargura, vendo-se amarrado à frustração. Todavia, a reestruturação iniciada em 2020 viria a dar frutos. Há um ano, os Knicks eliminaram os campeões em título – os Boston Celtics de Neemias Queta – mas perderam a final da Conferência Este para os Indiana Pacers (4-2). No rescaldo a 248 vitórias em 445 jogos, o proprietário James Dolan e o presidente Leon Rose arriscaram despedir Tom Thibodeau, experiente “coach” – de 68 anos – que assumiu a equipa em 2020 e devolveu-a aos playoffs, o que não acontecia desde 2013. Em cinco temporadas, Thibodeau alcançou os playoffs por quatro vezes. Ainda assim, a chefia entendeu que o treinador atingira o fim de ciclo, gerando inúmeras críticas dos adeptos, escaldados por 26 anos de amargura e chacota – até em filmes e séries. As conquistas de 1973 e 1970 e as finais da NBA perdidas em 1999 e 1994 pareciam um patamar utópico. Antes de 2025/26, Dolan – empresário ao leme da franquia desde 1999 – era descrito como o pior entre os proprietários na NBA e o responsável pelo afastamento de ícones. Um ano volvido é bem mais fácil analisar a escolha de Dolan e Rose. O plano passava pela conquista da NBA à boleia de um “coach” flexível na ideia de jogo, na forma de lidar com o plantel e na gestão de minutos, uma vez que Thibodeau descuidava a rotação.