11h34 CEST
01/07/2026
O Uruguai foi, sem dúvida, uma das desilusões do Mundial 2026. A eliminação na fase de grupos, com 2 pontos em três jogos (e ultrapassado por Cabo Verde) precipitou as férias dos uruguaios. De regresso a Montevidéu, capital do Uruguai, o contestado selecionador Marcelo Bielsa deu a entender que vai sair do cargo - falou numa «despedida dolorosa» -, e deu a sua versão dos acontecimentos... numa conferência de imprensa de quase duas horas. Começando por dizer que não tem «nenhuma desculpa» para explicar o sucedido, Bielsa confirmou não ter tido um bom relacionamento com os jogadores. «Disse em algum momento que tinha bom relacionamento? Cativei os jogadores? Não. Os jogadores estavam tranquilos comigo? Não. O único que disse é que a relação com os jogadores não foi obstáculo para a equipa merecer o que era necessário. Nada mais que isso», afirmou. Bielsa disse que acedeu a dois pedidos dos jogadores durante o Mundial. O primeiro tinha a ver com os treinos. «Os jogadores apresentaram-me a ideia de não treinarem separados em dois grupos. Compreendi que tinha de aceitar um pedido dessa natureza; os jogadores referiram que queriam estar próximos e unidos, mais próximos porque sempre estiveram unidos. Se tinham essa necessidade, eu tinha de a aceitar. De facto, a partir daí, esse pedido foi aceite e eu aceitei-o de bom grado com base nesse argumento, pois concordei com isso», começou por dizer.