19h24 CEST
14/07/2026
O caso de Folarin Balogun, um dos mais polémicos do Mundial2026, continua a dar que falar. Depois de a FIFA suspender, por um período probatório de um ano, a aplicação do castigo automático ao internacional norte-americano, na sequência da expulsão frente à Bósnia-Herzegovina e da polémica gerada pelo telefonema entre Donald Trump e Gianni Infantino, que ambos garantiram não ter influenciado a decisão, o avançado falou pela primeira vez sobre o episódio. Em entrevista ao programa CBS Mornings, Balogun confessou que ficou incrédulo quando viu o cartão vermelho. «Fiquei em choque. Nem sequer foi uma entrada. Acho que se percebeu pela minha reação. Tive de aceitar a decisão e apoiar a equipa, mas estava completamente em choque», afirmou. O jogador insistiu que nunca considerou justa a expulsão. «Quando não há intenção, nunca devia ser cartão vermelho. Foi uma situação infeliz e colocou muito mais pressão sobre nós do que era necessário», defendeu. Balogun admitiu ainda que recebeu com satisfação a decisão que lhe permitiu voltar a jogar, mas reconheceu que rapidamente percebeu as consequências da polémica. «A minha reação inicial foi ficar feliz por voltar à equipa. Mas, quando comecei a refletir, percebi que aquilo ia gerar muita controvérsia. Até senti algum nervosismo nos meus colegas, porque era uma situação muito invulgar. Quanto mais o jogo se aproximava, mais tentei concentrar-me, mas foi difícil ignorar todo o ruído à volta», concluiu.