16h34 CEST
04/06/2026
Afonso Eulálio continua a viver o impacto da extraordinária prestação no Giro d'Italia, mas rejeita qualquer comparação com João Almeida, a principal referência portuguesa nas corridas por etapas. «O João é o João, quem me dera ter as pernas do João, seguramente teria feito bastante melhor. O João é um dos melhores ciclistas de sempre, não só de Portugal. Muitas vezes pode bater-se com o Jonas [Vingegaard] também. Não há comparações», afirmou o corredor da Bahrain Victorious. Sexto classificado da geral final e vencedor da camisola branca de melhor jovem, Eulálio liderou a corrida durante nove dias e admite que a experiência o fez acreditar ainda mais nas suas capacidades. «Se as coisas corressem bem, corriam. Acabámos por falar dentro da equipa e decidimos ir correr para a geral e tentar», recordou, depois de a queda de Santiago Buitrago o ter colocado como principal aposta da Bahrain Victorious. Apesar do resultado histórico, o ciclista de 24 anos afasta, para já, a ideia de se especializar nas classificações gerais das grandes Voltas. «O que gosto de fazer são as clássicas», assumiu, revelando que «provavelmente» só voltará a preparar uma luta pela geral de uma prova de três semanas «daqui a dois anos». Eulálio também recordou a rapidez da sua ascensão no ciclismo internacional. Quando vestiu a camisola amarela na Volta a Portugal de 2024, nunca imaginou que pouco tempo depois estaria de rosa no Giro.