20h04 CEST
24/08/2026
A presença da espanhola Erola Jons - rotulada no país vizinho como influenciadora e com cerca de seis milhões de seguidores entre Instagram e TikTok - nas zonas mais restritas da caravana da Volta a Espanha, é uma novidade na edição deste ano da prova, mas as interações que teve com alguns ciclistas no fim de semana, como Tadej Pogacar ou Joshua Tarling, abriram espaço à polémica e também já à decisão de restringir a ação da catalã de 28 anos na recolha de declarações dos corredores. Jons, que se tornou mais conhecida nos últimos anos em Espanha e também além-fronteiras, através do mundo digital, por se filmar com uma câmara oculta proferindo frases mais arrojadas junto de homens, foi contratada pela Unipublic para a criação de conteúdo ao longo da Vuelta (para várias redes sociais), mas o início não caiu bem… desde logo no seio da UAE Emirates, equipa onde atua Pogacar. Na primeira etapa, o contrarrelógio de 9,4 quilómetros no Mónaco, Jons, com o microfone da Vuelta nas mãos, teve total liberdade para circular nas ruas monegascas, nas zonas exclusivas a equipas e ciclistas. E Pogacar e Tarling foram dois dos alvos de Jons, cujas intervenções foram, de certa forma, fora do habitual na modalidade. No dia seguinte, a UAE, através do seu diretor de imprensa, confirmou que Pogacar sabia quem era Erola Jons, embora o ciclista tenha negado, quando questionado pela comunicação social numa conferência de imprensa pouco antes, de quem se tratava.