13h54 CEST
17/06/2026
Vieram do Canadá, do México ou de França. Vieram da Irlanda. Vieram do Brasil, do Equador, da Suécia e até da Índia. Vieram dos Estados Unidos, claro. Cruzaram oceanos, países e continentes para se juntarem aos portugueses, para uma celebração em torno do amor pela Seleção Nacional que já não conhece fronteiras. Quer dizer, quantas vezes vemos gente de tantas latitudes e com tantos sotaques a gritar pelo nome de Portugal? Ou a cantar Sooooouuuu, de Portugal eu sou? Foi uma celebração épica, um cenário era digno de um verdadeiro arraial, mas com uma dimensão global. Por todo o lado havia o número 7 nas costas: a camisola de Cristiano Ronaldo vestia miúdos e graúdos, unindo diferentes culturas sob uma mesma bandeira. Os amigos de Ronaldo e bifanas sempre a sair No ar, o inconfundível aroma das bifanas a sair da chapa transportava qualquer um diretamente para as festas populares de agosto em Portugal. A música era portuguesa, claro, e havia de tudo: dos acordes inconfundíveis dos Xutos & Pontapés aos populares temas que no verão animam qualquer arraial por Portugal inteiro. Os portugueses cantavam, os estrangeiros dançavam, os menos dotados abanavam apenas o corpo, mas ninguém ficava indiferente àquela saudável loucura em torno do futebol. Nem Miguel Paixão e José Semedo, os eternos amigos de Cristiano Ronaldo, quiseram faltar à festa. « It's a once-in-a-lifetime opportunity», explicava. A oportunidade de uma vida.